Tempo é músculo: a importância da primeira hora no infarto
Uma análise de 22 ensaios clínicos ajuda a explicar por que antecipar o tratamento do infarto importa.
Resumo editorial em português do estudo citado abaixo.
O que o estudo investigou
Como o intervalo entre o início dos sintomas e a fibrinólise se relaciona ao benefício do tratamento?
Como foi realizado
A metanálise reuniu 22 ensaios randomizados, com 50.246 pacientes, que compararam fibrinolíticos com placebo ou controle.
Principais resultados
O benefício estimado foi de 65 vidas salvas por mil tratados na primeira hora e 37 por mil na segunda hora. O benefício proporcional foi maior quando o tratamento começou nas primeiras duas horas.
Por que esse estudo importa
Reconhecer o infarto rapidamente é parte do caminho para antecipar a reperfusão, isto é, restabelecer o fluxo sanguíneo.
Como interpretar os resultados
É uma evidência histórica sobre fibrinólise. Os intervalos de tratamento não foram, por si, randomizados. Esses números não medem o efeito isolado do diagnóstico ou de um aplicativo e não se aplicam automaticamente a todas as estratégias atuais.
Publicação original
Boersma E. e colaboradores. Early thrombolytic treatment in acute myocardial infarction: reappraisal of the golden hour. The Lancet, 1996.
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